Il Maestro- desenho de Guilherme de Faria, 1965, (nanquim a pincel sobre papel Ingres) coleção do artista
Eu, o Maestro e a Poesia (de Alma Welt)
Meu pai, Vati, que chamávamos Maestro
Era um bom exemplo de virtude.
Viril, forte, ponderado, muito destro,
Amoroso, esquecê-lo nunca pude.
Assim, sempre por perto, deu medida
E parâmetro da espécie masculina
À Alma entre a macheza empedernida,
As prendas-objeto e a pobre china.
E decidi-me então a solteirice
Que a mim me pareceu o mais honroso
No reino em que reinava a tacanhice.
E assim, casei-me com a Poesia
Num casamento gay escandaloso,
Algo entre rouxinol e cotovia...

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